Realidade aumentada: é hora de falar sério

Precisamos falar sério sobre realidade aumentada (Augmented Reality, ou AR, na sigla em inglês). É a tecnologia do momento, e não duvido que você tenha ido caçar algum Pokémon por aí, realidade aumentada não é brincadeira. De fato, e dependendo de como tem sido usada, as implicações podem ser grandes.

Problemas com segurança

Existem algumas fortes razões para olhar para a realidade aumentada com atenção quando o assunto é segurança. Em primeiro lugar, o conteúdo não é confiável. Parte do conteúdo da realidade aumentada é processado por softwares de terceiros – e você não pode garantir que esses aplicativos tenham sido preparados utilizando bons padrões em segurança da informação. Realidade aumentada é um novo campo, e a confiabilidade desses canais ainda é duvidosa.

O modelo de negócios é muito específico. Hoje, um dos problemas é que os aplicativos de realidade aumentada monetizam sua operação a partir de propaganda, ou conteúdo pago, que pode esconder algum código malicioso.

A questão central é que hackers que monitoram a comunicação ponta a ponta entre browsers podem recuperar não só imagens enviadas, como também a localização do GPS. Outra questão é que há uma falta de interoperabilidade entre os componentes da AR, então, a comunicação direta entre browser e servidor é difícil.

Crescimento

Até 2017, o número de aplicações de realidade aumentada rodando em smartphones vai chegar a 2,5 bilhões. A tecnologia já foi implementada na área da Saúde, com o Google Glass e a AccuVein, na educação – na qual se destaca o projeto da Boeing de treinamento de funcionários. Há também exemplos no varejo e em home appliances.

E o que isso significa? Mais aplicativos de terceiros acessando dados pessoais, incluindo localização precisa, senhas de wi-fi, e números de cartão de crédito. AR é próxima e está relacionada à Internet das Coisas – cujos desenvolvedores da tecnologia ainda tateiam quando o assunto é segurança.